terça-feira, 27 de novembro de 2007

A Vida de David Gale


Sempre quando alugo um filme, ou vou ao cinema, presto muita atenção nos Trailers que são exibidos. Embora muitos discordem, uma boa apresentação nivelado com uma boa capa, é tudo para chamar a atenção das pessoas e fazer elas locarem para ver o filme.

Numa dessas vezes, me deparei com um trailer emocionante, algo que sem dúvida valeria a pena ver. Assim, logo quando pisei na locadora para devolver os dvds, soltei: 'Você tem A vida de David Gale?'. Pobre inocência.

Esse é o filme que me deu mais motivos para nunca acreditar fielmente em um trailer. Você pode sim ver como ele se sai numa apresentação, porque afinal de contas se não souberem fazer um trailer, que é tão curto, ser emocionante e chamar a atenção, como farão com o filme de duas horas? Mas toda essa teoria vai por água abaixo quando você loca o filme que tem um trailer horrível, e é bom. Ou então quando você loca um filme que tem um trailer ótimo, mas é ruim. E esse último caso é de 'A Vida de David Gale'.

Desde o ínicio de sua produção, houveram problemas. Nicolas Cage e George Clooney recusaram fazer o papel de David Gale após lerem o roteiro e Nicole Kidman chegou a ser sondada para interpretar Elizabeth Bloom, mas no fim não deu em nada. Em meio de sondas e negações, Kevin Spacey e Kate Winslet assinaram contrato.

A idealização de realizar o filme, que é baseado em um livro de mesmo nome, foi do diretor Alan Parker, o qual não implacou nenhum sucesso desde Evita (1996). Ao meu ver, Alan tem um bom estilo e sabe conduzir bem os filmes que fez, porém só realiza filmes de gosto duvidoso.

O Filme é uma biografia de David Gale, professor que leciona na Universidade do Texas, onde nós podemos ver ele falar apenas uma coisa durante todo o filme 'A pena de morte é horrível!'. Ativista e sensível, essa é a primeira impressão que temos de tal personagem. Ao decorrer de um tempo, a morte de um professor abala todos da Universidade. O Culpado? David Gale.

Esse é o tipo de filme que você tem que prestar atenção quando assiste e, se possível, assistir ele mais de uma vez. Eu assisti apenas duas vezes e ainda sinto toda a ambiguidade dele no ar. Ao mesmo tempo que pregam que Gale é inocente, há evidências que o acusam. E aí entra a belíssima Elizabeth (Kate Winslet) em ação.

Elizabeth é uma jornalista que resolve investigar o caso do professor Gale e por fim acaba de envolvendo demais. Se ele é culpado ou não, eu não falar. Eu gosto de sempre deixar no ar o que acontece pelo simples fato de instigar as pessoas a irem assistir e depois virem aqui para concordar ou discordar de minha opnião sobre o filme.

A trilha sonora, comanda pelos então desconhecidos, porém parentes do diretor, Alex Parker e Jake Parker, encaixa bem no filme e faz com que prendemos toda a nossa intenção no que está acontecendo no filme.

Uma pena que as ótimas atuações de Kate e Kevin, desaparecem no fim. Não que a qualidade da interpretação caia, longe disso, mas o final do filme é simplesmente rídiculo. Deu-me a impressão de que os produtores se uniram em uma sala, pouco antes do fim do filme, e falaram: "Bem, o filme está ficando muito grande e ainda não demos um fim. Vamos fazer isso" e todos balançaram as cabeças como se essa escolha, a de um desfecho forçado e nenhum um pouco lógico, não fosse interferir no filme inteiro.

Particularmente, não entendo todo o pandemônio da crítica sobre o filme. E também classifico ele como um filme simplesmente pelo final, não pelo fato de eu não ter gostado do fim, mas pelo fato de que está claramente explícito que eles não tomaram o cuidado de contar uma história dramática e, até em certos pontos tocantes, com o respeito necessário e assim deixaram a vida de David Gale tediosa e ilógica.

6 comentários:

Maria Teresa Saraiva disse...

Respeito sua opinião sobre o filme “A Vida de David Gale”, contudo, infelizmente, embora você tenha assistido ao filme duas vezes, você cometeu alguns equívocos em seu post. Veja Elisabeth “não resolve investigar” o caso de Gale, ela foi convidada por Gale e autorizada pelo seu editor-chefe ! A fim de ouvir - durante três dias - as alegações dele para o crime. Outra coisa, a morte de um professor não abalou a universidade ! O que houve é que Gale foi acusade do estupro de uma aluna, por isso foi demitido, a esposa pediu o divórcio e ele perdeu a guarda do filho. Gale não falou uma única coisa durante todo o filme ! Logo no início ele dá uma aula (as falas são interessantíssimas) sobre fantasia e desejo ! Finalmente, o final do filme não é ridículo: revela toda a trama arquitetada por Gale e Elisabeth para questionar a legalidade (ou moralidade) da pena de morte! Ao contrário de sua opinião, o filme é tão perturbador quanto as imagens da fita em VHS. Alan Parker não perdeu a mão na direção do filme ! Ele apenas realizou um filme que questiona a legitimidade da pena de morte.
Parabéns pelo blog.

Paula disse...

Concordo com a Maria Teresa. Trata-se de um filme inteligente, creio que vc não entendeu.

Anônimo disse...

Sou academica em Direito e meu professor de teoria geral do Direito nos indicou p debate; achei um filme inteligente e só pessoas c perspicacia conseguem entender o conteudo do que se trata..

Anônimo disse...

É fácil queimar trens. Difícil é fazê-los circular no horário...

Virginia Fnd disse...

Acredito que você não tenha entendido direito a proposta do filme... E, ao longo de sua opinião... Você fez algumas referências ao filme que não condizem, como, a deliberação de Elizabeth em investigar “o caso do professor Gale e por fim acaba de envolvendo demais” Não foi o que ocorreu, até porque, ela foi indicada pelo próprio Gale, e autorizada pelo seu chefe.
Quanto ao seu envolvimento, este se fez necessário para que se cumpra a veracidade dos fatos e, de certa forma, a manipulação por parte de Gale para o desfecho já esperado pelo próprio Gale. A escolha da jornalista foi proposital e não aleatória.
E mais... A vida de Gale, jamais foi relatada como tediosa, até porque, um ser humano sentenciado à pena de morte, jamais seria tedioso, mas, sim conflitante.
Vale lembrar que, no momento da sala de aula, Gale nos remete a sua verdadeira “visão de mundo”. Ele coloca em pauta as fantasias inalcançáveis e os desejos realizados providos apenas de mensuração, de quantidade e desprovido, às vezes, de qualquer valor significativo.
Por fim, há um desfecho baseados nesses princípios já mencionados ao longo do filme. Acredito que houve, propositadamente, a inversão de valores para alcançar o seu ideal maior...

Anônimo disse...

Nossa qualquer idiota faz blog ¬¬
me faz um favor NUNCA assista Ilha do medo ou Sem medo de morrer pq se vc não entendeu o conteudo desse filme simples, imagina um filme um pouco mais complicado... Vai assistir velozes e furiosos pq qualquer idiota pode entender (y)